A dor emocional a acompanhava dia e noite
Dieli Martins teve depressão e ansiedade e se automutilava por causa do que sofreu na infância. Saiba qual decisão lhe devolveu a vida
Quem vê o sorriso da aprendiz administrativa Dieli Santos Martins, de 22 anos, não imagina a dor que ela carregou em sua alma por muitos anos sem entender o motivo, apesar de frequentar a igreja desde criança. A razão daquela dor só foi revelada quando ela, aos 19 anos, fez uma descoberta.
Abusada na infância
Após suspeitas de que Dieli havia sofrido abusos, a direção da escola em que ela fazia o ensino médio a encaminhou a psicólogos. Durante conversas com uma profissional, Dieli constatou que o que tinha sofrido aos 7 anos tratava-se de um abuso, o que, na época, ela não tinha identificado por ser apenas uma criança.
Nesse período, Dieli desenvolveu depressão e ansiedade e se afastou da igreja. “Eu bebia e viajava para esquecer toda a dor, mas ela não passava. Eu acordava já triste por ainda estar respirando com aquela dor”, cita.
Um alívio errado
Dieli revela que a dor emocional era tão intensa que, mesmo recorrendo à automutilação em busca de alívio, ela não conseguia sentir sequer a dor dos próprios cortes. “Passei por psicólogos, psiquiatras e até internações, tudo para resolver aquela dor, mas ela só piorava. Certa ocasião, eu cortei meu braço de uma forma muito profunda e quis continuar, mas a lâmina ficou cega e eu soube que aquilo era um sinal de que Deus ainda insistia em cuidar de mim”, diz.
Perdão: a parte mais difícil
Dieli voltou para a Igreja e travou o que ela chama de “luta” em sua mente para obedecer à Palavra de Deus. “Minha maior dificuldade foi abrir mão dos sentimentos que o meu passado me trouxe, mas entendi que, para ser livre, eu precisava entregar tudo isso para Deus”, conta.
Para seguir em frente, ela tomou uma decisão. “Eu tinha raiva e queria que a pessoa que abusou de mim pagasse com a vida. Só que eu que sofria com aquela mágoa. Entendi que aquilo era como uma prisão interior e que eu só poderia ser livre com o perdão e foi quando decidi perdoar. Com o perdão, eu fiquei leve, foi como se um peso saísse de mim”, lembra.
Ainda faltava Alguém
Depois de se batizar nas águas e se livrar da depressão e da ansiedade, ela relata que ainda percebia que faltava a Presença de Deus dentro dela através do Espírito Santo. Segundo ela, o sentimento de não merecê-Lo não a deixava receber essa dádiva, até que ela resolveu o que faltava em uma oração: “Eu disse a Deus: ‘sei que nunca vou
merecê-Lo, mas eu quero ter uma Aliança de vida Contigo. O Senhor me aceita?’ Foi nesse dia que Ele me aceitou e me deu a certeza de que eu não estava mais sozinha”.
Atualmente, ela faz parte do projeto Help, do Força Jovem Universal, e ajuda jovens que enfrentam problemas semelhantes aos que ela viveu recentemente. “Sou uma pessoa completamente diferente, pois o Senhor Jesus arrancou o fardo que eu carreguei a minha vida inteira. Hoje não preciso de remédios controlados, não tenho mais depressão e ansiedade, nem preciso de um psicólogo porque o Senhor Jesus foi o único que me entendeu de fato e me curou de toda dor. Agora posso dizer que tenho
vida”, comemora.
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