A festa foi um sucesso, mas o casamento, um fracasso
Preocupados apenas com os preparativos do matrimônio, os dois esqueceram o que era fundamental para a relação. Saiba como eles reverteram essa história
Foram apenas 12 meses entre o dia em que se viram pela primeira vez, em 2010, e o momento em que disseram “sim” no Altar. Nesse período, a pedagoga Elaine da Silva
Bezerra Mendes, de 45 anos, e o comerciante Osvan Mendes de Souza, de 50 anos, planejaram cada detalhe da cerimônia de casamento.
“Nós focamos muito no evento, na festa, no salão, alugamos carro e aí, quando entramos nesse casamento, percebemos que tinha muita
coisa errada. Nós não focamos na parte principal, que era nos conhecermos melhor”, diz Elaine.
Eles não tinham discutido nada relativo à vida a dois: planos para o futuro, ideias, posicionamento a respeito da fé e se já tinham curado as feridas geradas por relacionamentos anteriores. Tudo isso foi deixado para depois, mas, durante a convivência, ficou claro que a diferença entre os dois era enorme.
Osvan era desconfiado e achava que tudo que tinha sofrido no relacionamento anterior se repetiria no casamento com Elaine. Ela, por sua vez, o desvalorizava como homem e sempre passava à frente das decisões dele. Ela afirma que ainda estava “machucada” emocionalmente por causa de outro relacionamento e sofria com a postura de Osvan. Na mesma época, Elaine conta que parou de frequentar a Igreja e seu declínio espiritual contribuiu para intensificar a crise no casamento.
Um dia, ela decidiu sair de casa. Vendo que a esposa estava nervosa, Osvan entrou no carro com ela. “Quando peguei o carro, a única coisa que veio à minha cabeça foi acabar com tudo”, conta Elaine. Ela não queria ouvir os pedidos do marido para que parasse o carro e a reação dele foi orar. Foi quando Elaine se acalmou e passou a direção do carro para ele.
O primeiro lugar
A partir daquele episódio, Osvan se deu conta de que, para que o casamento continuasse, ambos teriam que mudar. “Eu comecei a participar da Terapia do Amor, a me fortalecer e a buscar o entendimento. Foi na época da Fogueira Santa e, diante daquela dor que eu estava vivendo, parti para o desafio”, diz ele.
Apesar do esforço de Osvan, Elaine ainda resistia. Como estava decidida a sair do relacionamento, ela começou a poupar dinheiro para comprar um imóvel e ter amparo ao sair de casa. Porém, no mesmo período, vários problemas de saúde surgiram e se agravaram, até que, em uma dessas crises, ela ficou internada em um hospital: “percebi que tudo estava ligado à parte espiritual. Peguei uma Bíblia, a coloquei sobre meu peito e fiz um voto com Deus entregando a minha vida a Ele”.
No dia seguinte, ao sair do hospital, ela foi à Universal e soube que estava acontecendo a última semana da Fogueira Santa. Ela conta que, quando o pastor leu o versículo bíblico de Mateus 6.33, ela entendeu que o que estava por trás dos conflitos em seu casamento era o fato de ela não ter se entregado a Deus. Foi então que ela decidiu colocar como oferta no Altar toda a reserva que estava guardando para o divórcio, além de colocar a própria vida aos cuidados de Deus e também buscar o batismo com o Espírito Santo. “Eu recebi o Espírito Santo e tive certeza de que tudo que vivi no passado foi curado. A primeira coisa que fiz foi pedir perdão ao Osvan. Nós começamos a participar da Terapia do Amor juntos e a entender tudo que passou. O Espírito Santo nos blindou. Hoje temos paz dentro de casa. Meu marido é meu companheiro, meu parceiro e meu amigo”, comemora. Essa satisfação é compartilhada por Osvan: “hoje a Elaine é dedicada, compreensiva e presente. Ela enxerga o Altar. Essa é a esposa que pedi a Deus”, conclui.