A morte segundo a ciência

Estudo científico se aproxima do que a Bíblia já ensina há tempos

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Existe vida depois da morte ou ela decreta o fim de tudo? Esse é o tipo de questionamento que passa pela cabeça da maioria das pessoas, tanto pela das que se preparam para quando entes queridos estão na iminência de falecer quanto das que se preparam com antecedência para a própria morte. Acreditando ou não na existência da vida depois da morte, muitas se planejam antes para que ocorram rituais de passagem até sem saber o motivo. Há também quem não ligue para a morte e evite tocar nesse assunto, como se ele fosse proibido.

Outros escolhem de antemão as roupas com as quais querem ir para o caixão e existem os que determinam aos parentes, antes de morrer, que seu corpo seja enterrado em local previamente escolhido por eles ou querem ser cremados e que as cinzas sejam guardadas ou espalhadas na terra onde nasceram, por exemplo. Todas essas escolhas talvez ocorram porque a morte está fora da nossa zona de conforto e muitos querem ter algum tipo de controle sobre o que acontecerá depois de partirem.

Por outro lado, a maneira aparentemente fria ou temerosa como muitos agem diante do fim da vida pode ter relação com a falta de conhecimento sobre o que se sabe sobre a morte. Os mais céticos dirão que ela é apenas o fim e não há mais nada depois dela. Em contrapartida, os que creem verdadeiramente em Deus afirmam que a morte é só uma transição e que depois da vida terrena existe a eternidade. Quem está certo?

Uma pesquisa publicada pelo periódico Frontiers in Aging Neuroscience pode ser o indício científico que faltava de que existe vida após a morte. Os pesquisadores conseguiram analisar, pela primeira vez, imagens do cérebro de um paciente de 87 anos que teve um ataque cardíaco fulminante e captaram a atividade cerebral no que é chamado de superconsciência.

Trata-se de algo que muitas pessoas que tiveram experiência de quase morte relatam ter visto: o “filme” de suas vidas passando diante dos seus olhos, um momento em que memórias relevantes são acionadas, o que mostra uma possibilidade do que ocorreria no instante da morte, antes da consciência ir embora. As imagens da atividade cerebral foram registradas 15 segundos antes e 15 segundos depois da morte do paciente, o que pode realmente confirmar que há vida após a morte.

O Bispo Adilson Silva, responsável pelos obreiros da Igreja Universal em todo o Brasil e que realiza uma das reuniões de libertação de sexta-feira, no Templo de Salomão, citou essa pesquisa em um dos encontros ministrados por ele. “Não é a primeira vez que vemos que a ciência, por meio de pesquisas, confirma muitas coisas que já foram ditas ou escritas na Bíblia. Quem conhece a Bíblia sabe que o momento que a pessoa está chegando à morte é aquele em que está havendo a transição da vida nesse mundo para a vida eterna”, observa.

Entretanto o Bispo afirma que, com a morte, a nossa possibilidade de fazer escolhas também cessa. “Quando o cérebro para de funcionar e há a morte encefálica, acaba o livre-arbítrio e não se pode mais tomar decisões. Ninguém que morre, por exemplo, e não fez sua escolha antes de morrer, se for levado para o Céu ou para o inferno, poderá dizer que essa não é sua opção ou que não acredita. Se a pessoa escolheu a Salvação em vida, ela estará eternamente com Deus. Se escolheu fazer a sua própria vontade ou a vontade do mundo, então ela estará fadada a viver eternamente separada de Deus”, explica. Essa lição sobre as escolhas que cada pessoa faz em vida também está na parábola do rico e Lázaro deixada por Jesus, que pode ser lida em Lucas 16.19-31.

De acordo com o Bispo, é muito fácil entender, por exemplo, por que os céticos agem dessa forma na vida terrena. “As pessoas desconhecem a Palavra de Deus e o mal trabalha para fazer com que elas não a entendam. O ser humano também tem uma inclinação para acreditar apenas naquilo que vê e, por isso, muitos são céticos. Eu já ouvi muitos deles questionando ‘e se a Bíblia não for verdadeira?’ ou ‘e se o que se fala de inferno e Céu não for verdade?’ e rebati questionando: ‘mas e se Bíblia diz a verdade?’ Muitos passaram a fazer uma reflexão”, afirma.

Uma série de pensamentos surge a partir de um simples questionamento: “se for verdade, significa dizer que ela estará eternamente perdida. Por isso, a Salvação é o assunto mais importante que o ser humano pode pensar, debater e discutir. O que é a vida neste mundo ainda que a pessoa chegue aos 100 anos? Alguns chegam, alguns poucos passam dessa idade, mas o que são 100 anos comparados à eternidade? Quem não dá importância a isso está correndo um risco que não dá para definir com palavras”, declara.

Por outro lado, o Bispo afirma que aqueles que se arrependem dos pecados e derramam a alma diante de Deus em uma oração sincera, buscando perdão, também passam por um processo de superconsciência. “No momento da conversão, o arrependimento vem justamente porque a pessoa começa a se lembrar de tudo o que ela fez de errado e se arrepende. É o que a Bíblia chama de dom do arrependimento. Se a pessoa não tem certeza da Salvação, o conselho que eu dou a ela é que busque agora mesmo Deus. Feche a porta do seu quarto e se derrame diante dEle, porque enquanto há vida, temos o poder de escolher e há chance de Salvação independentemente do que ela tenha feito até hoje”, diz.

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Colaborador

Eduardo Prestes / Fotos: sweetandsour/getty images e arte sobre foto getty images