Autismo virtual: o que é e como reverter
Os pais têm papel fundamental para mudar essa realidade. Confira
O uso excessivo de telas tem se tornado um grande problema na infância e adolescência, impactando diretamente o desenvolvimento do cérebro. Estudos mostram que o tempo excessivo diante de dispositivos eletrônicos pode prejudicar habilidades sociais, emocionais e cognitivas, além de afetar a concentração e a capacidade de aprendizagem.
Sintomas semelhantes aos do autismo:
Um dos pontos mais preocupantes é que muitos sintomas causados pelo excesso de tela se assemelham aos do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Crianças expostas por longas horas a celulares, tablets e videogames podem apresentar dificuldades na comunicação, isolamento social, hiperfoco em telas, atraso na fala e dificuldades emocionais, comportamentos que também estão presentes no autismo.
Embora não se trate de um diagnóstico real de TEA, essa condição é chamada de “autismo virtual” e pode ser revertida com a redução do tempo de tela e o aumento das interações sociais no mundo real.
Um caso recente que veio a público:
Foi o que aconteceu com Francisco, de 3 anos, filho da atriz Thaila Ayala. Em entrevista ao podcast Mil e Uma Tretas, ela relatou que chegou a pensar que o filho tinha algum grau de autismo, devido a alguns comportamentos que ele passou a ter. “Chamava [o Francisco] pelo nome e ele não respondia, as coisas que ele normalmente fazia, não fazia mais, não olhava mais no olho”, relatou.
Contudo, após seguir a orientação de um profissional que a orientou reduzir a exposição da criança às telas, em apenas 10 dias seu comportamento mudou completamente. “Foram dez dias sem tela e eu tinha outra criança em casa. Fiquei muito chocada”, disse.
Como os pais devem agir:
Os pais têm um papel fundamental para mudar essa realidade. Algumas ações essenciais incluem:
- Estabelecer limites: Reduzir gradualmente o tempo de tela e definir horários específicos para o uso de eletrônicos.
- Incentivar atividades ao ar livre: Brincadeiras em parques, esportes e jogos em grupo ajudam a melhorar a socialização e a criatividade.
- Estimular a leitura e o contato humano: Ler histórias, conversar e promover encontros familiares são formas de desenvolver a comunicação e o vínculo afetivo.
- Dar o exemplo: Crianças e adolescentes tendem a imitar os adultos. Se os pais estiverem constantemente no celular, será mais difícil impor regras para os filhos.
Como a EBI e FTU podem contribuir:
Além das iniciativas dentro de casa, o trabalho desenvolvido pela Escola Bíblica Infantil (EBI) e pelo Força Teen Universal (FTU), da Igreja Universal, tem sido essencial para ajudar crianças e adolescentes a se desconectarem das telas e desenvolverem interações saudáveis. A EBI proporciona um ambiente onde os pequenos aprendem valores cristãos, socializam com outras crianças e desenvolvem habilidades por meio de atividades educativas e lúdicas. Já o FTU é um espaço voltado para adolescentes, promovendo eventos, desafios, dinâmicas e reflexões que os incentivam a se tornarem jovens mais ativos e responsáveis.
Por meio dessas iniciativas, muitas crianças e adolescentes têm redescoberto o prazer de interagir no mundo real, fortalecendo sua fé, amizades e relações familiares. Reduzir o tempo de tela não significa apenas um afastamento da tecnologia, mas sim um reencontro com a verdadeira essência da infância e adolescência, repleta de descobertas, aprendizado e convívio humano.
Saiba mais:
Para saber mais informações sobre o trabalho que EBI e o FTU desenvolve, acesse o site da EBI e a página oficial do FTU no instagram.