Israel intensifica ataques contra terroristas do Hamas após recusa na libertação de reféns

Benjamin Netanyahu confirmou ofensiva após repetidas negativas do grupo em aceitar acordos intermediados pelos EUA

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que ordenou os ataques contra alvos do grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza na noite desta segunda-feira (18). A decisão foi tomada após a repetida recusa do grupo em aceitar acordos intermediados pelos Estados Unidos e pela não liberação dos reféns israelenses.

“As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão, neste momento, atacando alvos da organização terrorista Hamas em toda a Faixa de Gaza para alcançar os objetivos da guerra, conforme determinados pelo escalão político, incluindo a libertação de todos os nossos reféns, vivos e falecidos”, declarou Netanyahu.

O Exército israelense também afirmou que os ataques continuarão pelo tempo necessário e podem ir além dos bombardeios aéreos. Levantando assim a possibilidade de que tropas terrestres israelenses retomem os combates, segundo a agência Reuters.

A ofensiva das Forças de Defesa de Israel (IDF) marca a primeira grande operação militar desde o início do cessar-fogo entre Israel e Hamas, em 19 de janeiro.

“A administração Trump e a Casa Branca foram consultadas pelos israelenses sobre seus ataques em Gaza nesta noite”, confirmou Karoline Leavitt, porta-voz da gestão de Donald Trump, em entrevista à Fox News. “Como o presidente Trump deixou claro – o Hamas, os Houthis, o Irã, todos aqueles que buscam aterrorizar não apenas Israel, mas também os Estados Unidos da América, enfrentarão um preço a pagar. O caos será instaurado.”

O grupo terrorista Hamas iniciou o atual conflito contra Israel com os ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram 1.200 mortos no sul do país. Na ocasião, o Hamas sequestrou 250 pessoas. Atualmente, 59 reféns continuam em Gaza, sendo que, segundo o Exército de Israel, 32 já foram mortos.

Após os ataques de 7 de outubro, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza — controlado pelo Hamas e que não diferencia civis de combatentes —, já deixou mais de 48 mil mortos.

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Colaborador

R7 / Foto: Reprodução