Uma vida vazia e a alma cheia de dor
A busca pela paz e alegria conduziu Juliana Endress às frustrações, às drogas e à prostituição
A falta de Deus traz sequelas à alma, como o vazio, uma sensação de abandono, de dor e de profunda tristeza. Com o objetivo de preenchê-lo, aqueles que vivem separados da Presença do Altíssimo equivocadamente recorrem a saídas que promovem o prazer ardente e a felicidade intensa, mas tudo isso é momentâneo e uma armadilha, a mesma em que caiu a auxiliar de loja Juliana dos Santos Endress, de 36 anos. “Eu sofri muito. Minha vida era apenas de frustrações. Eu saía para festas na intenção de preencher esse vazio interno que eu sentia. Eu brigava, bebia e usava drogas porque, aparentemente, isso me dava um alívio”, conta.
Um buraco aberto pela mágoa
A origem dessa lacuna surgiu na infância de Juliana, quando seus pais se divorciaram e a ausência do pai se transformou em mágoa. A falta do amor paterno fez com que ela alimentasse pensamentos de que sua mãe também não a amava e, por isso, estar com ela não era o suficiente.
Agravando o problema
A carência a levou a sair de casa para se unir a uma pessoa, mas o relacionamento que ela julgava que lhe ofereceria amor provocou ainda mais dor a ela: “Era uma união conturbada e abusiva e, mesmo com dois filhos, não durou. Com a separação, conheci as festas, passei a me relacionar com outras pessoas e tive mais três filhos. Eram relacionamentos rápidos, pois eu pensava que nenhum daria certo”.
Ela se vendeu
Percebendo o sofrimento de Juliana, uma tia, que é obreira voluntária da Universal, a convidou para participar das reuniões. “Eu já conhecia a Verdade e até ia à Igreja, mas não conseguia permanecer. Eu ouvia vozes que me acusavam e diziam que eu não mudaria, pois só fazia coisas erradas”, diz.
Ainda levando uma vida vazia, em busca de meios para sobreviver e criar os cinco filhos, Juliana se tornou garota de programa e conta como foi essa fase: “Eu vendia o meu corpo com a justificativa de criar os meus filhos, mas a situação só piorava. Eu me sentia cada vez mais suja e a dor só aumentava. Em casa eu era agressiva e descontava minha dor nos meus filhos”.
Um interior curado
Enquanto Juliana se considerou capaz de aguentar um pouco mais sua dor, nada mudou. Um dia, porém, no limite da aflição, a ponto de dar fim à sua vida, ela tomou uma decisão e firmou um propósito, como relata: “Coloquei dentro de mim que iria à Igreja e, quando cheguei lá, fui sincera com Deus e recebi o alívio do Seu perdão na minha alma. A partir daquele dia, tive a certeza de que Ele era comigo. Em um mês de igreja, me batizei nas águas. Minha conversão não foi um processo fácil, pois continuei a receber ofertas de dinheiro, mas, mesmo passando por dificuldades, me apeguei à Palavra, que dizia: ‘Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas’ (Mateus 6.33)”, relembra.
Ela entendeu que sua mudança dependia não só de orações ou intervenções de terceiros, mas, acima de tudo, da sua obediência a Deus. Ela esclarece o que aconteceu: “Abandonei o pecado, perdoei meu pai e a mim mesma. Eu sabia que não podia mudar o que tinha feito e, por isso, escolhi olhar para a frente, para Jesus, e ter uma nova vida”.
A dor, a sensação de abandono e a tristeza profunda deixaram de fazer parte da vida dela, mas, para preencher definitivamente o vazio, dessa vez ela escolheu investir na opção correta e a única eficaz: “Busquei o Espírito Santo até recebê-Lo. Ele colocou tudo em ordem e agora finalmente sou feliz e completa”.
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